O PRINCIPE EO MENDIGO PDF

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Author:Mikashura Maubar
Country:South Sudan
Language:English (Spanish)
Genre:Career
Published (Last):14 December 2007
Pages:438
PDF File Size:6.60 Mb
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ISBN:271-6-90062-663-9
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Seus amigos j no queriam mais brincar de castelo e seu pai batia-lhe cada vez mais e obrigava-lhe a mendigar, j que Tom sempre se recusava a roubar. O garoto s encontrava a paz quando arrumava um tempo para ler ou durante a noite, quando dormia e sonhava com a vida na realeza.

Um desses sonhos foi to ntido e forte que acabou seduzindo o garoto e, naquela manh, ele saiu de Offal Court disposto a conhecer um castelo e um prncipe de verdade. Caminhou at o centro de Londres e por l continuou durante trs horas, tentando conseguir umas moedas para que seu pai no reclamasse na volta.

Mas no conseguiu nada. Enquanto perambulava pelo centro, tentava encontrar alguma construo que lembrasse um castelo, mas foi em vo, at que encontrou uma estrada calada com pedras e contornada por grandes rvores. Era um caminho bonito, com belas casas, e Tom resolveu segui-lo. Caminhou muito, afastando-se do centro, at que, duas horas depois, chegou em frente de um imenso gramado verdejante. Ao fundo, um enorme castelo cinza-claro erguia-se cobrindo parte do horizonte.

Bandeiras tremulavam no alto de suas torres. Ao deparar-se com a construo, Tom perdeu o flego. Sentia-se como uma barata mediante a beleza daquele jardim e da grandiosidade da fortaleza, que ficou uns dez minutos olhando, com a boca aberta. Depois, caminhou Coleo Aventuras Grandiosas lentamente at os portes do palcio. Seus ps tinham bolhas e doam muito, mas a emoo de ver o castelo era maior. Estava maravilhado, mas teve sua viso interrompida pelo guarda que, com um chute, retirou-o da grade e novamente o franzino Tom caiu na laje fria em frente do castelo, soltando um grito de dor.

O grito chamou a ateno do prncipe dentro do castelo, que, curioso, veio verificar o que estava acontecendo. Ao perceber que seus guardas maltratavam um mendigo, o sangue nobre de Eduardo ferveu e ele imediatamente ordenou que os guardas largassem o garoto. Vocs deviam envergonhar-se por serem to covardes! Meu pai deveria enforc-los por isso, mas Ao notar a semelhana entre ele e o mendigo, Eduardo at se esqueceu do que estava falando e ficou mudo. Com um gesto mandou que os guardas abrissem os portes e deixassem Tom entrar no castelo.

Troca-Troca Era como se Tom estivesse sonhando. Era como se estivesse vivendo em um livro. Mal podia acreditar que seus sapatos sujos e furados estivessem dependurado nas vastas paredes e seu pescoo chegava a doer quando olhava para cima e via os lustres de cristal.

Eduardo ordenou que Tom o acompanhasse at seu aposento, mas era difcil apenas seguir o prncipe, sem se admirar com a grandeza dos sales, a maciez dos tapetes, a limpeza e o ar srio do palcio.

Ao entrarem no quarto, ainda intrigado com a incrvel semelhana entre os dois, o prncipe falou: Qual seu nome? Tom Canty, Sua Alteza. Embora j houvesse falado daquela manei- O Principe e o Mendigo. Arregalava os olhos a cada quadro Coleo Aventuras Grandiosas ra muitas vezes em suas brincadeiras, era a primeira vez que Tom usava aquele pronome de tratamento numa situao verdadeira. Voc sabe quem eu sou? Isso mesmo.

E voc, filho de quem? Sou filho de John Canty, Alteza. Um homem muito mau. Por que dizes isso de teu pai? Meu pai um bbado ladro. Bate em minha me, em mim e em minhas irms!

Precisamos dar um jeito nisso! Hoje mesmo vou mandar uma patrulha real conversar com seu pai. Se ele confessar seus crimes ser preso e no incomodar mais voc. Por um momento Tom achou que era uma brincadeira, mas o prncipe falava srio, movido pelo seu corao justo e pela curiosidade que o intrigava cada vez mais, j que, quanto mais olhava para o mendigo, mais o achava parecido com ele. Para disfarar sua surpresa, fez uma nova pergunta.

Onde voc mora, Tom? Em Offal Court, Alteza. Um subrbio miservel, do outro lado da cidade. Eduardo interessou-se e comeou a fazer perguntas sobre a vida de seu SSIA. Ah, muito pobre, no temos nada de luxo. No se compara em nada ao conforto deste palcio, por exemplo. Mas voc tem amigos? Isso eu tenho! Dezenas de amigos! As famlias so muito numerosas na minha regio. Ao ouvir aquilo, o prncipe sorriu.

Era um garoto muito solitrio. Vivia cercado de pessoas mais velhas: professores, tutores, conselheiros, criados, serventes Sentia vontade de poder agir como uma pessoa normal ou de pelo menos conhecer uma. Talvez por isso tivesse convidado Tom a entrar no castelo, motivado pela grande semelhana entre os dois.

O que vocs fazem? Como se divertem? Do que brincavam quando eram menores ou mesmo hoje? Tom abriu um sorriso, pois aquela pergunta parecia to bvia. Mas gostou de lembrar os bons momentos da infncia ao relatar para o prncipe: Ns temos muitas brincadeiras, Alteza.

Gostamos de correr, de fingir que somos cavaleiros do rei e lutamos com espadas de pau. Na verdade temos at uma corte de brincadeira. No vero fazemos guerra com barro e tomamos banho no Tmisa. Um dos meus amigos esculpe belos castelos com areia e terra e ns o ajudamos. Tambm organizamos vrias competies como quem sobe mais rpido numa rvore, quem cospe mais longe Eduardo se deliciava com o relato de Tom.

Disse ao mendigo que daria seu reino se pudesse passar momentos felizes como aqueles que Tom contara. Que estranho! Eu daria tudo o que tenho embora no tenha nada s para usar roupas de um prncipe.

Ento est feito! Vamos l, Tom, tire suas roupas e vista as minhas. Vamos trocar de lugar um pouco. Tenho curiosidade em saber como ser um mendigo. Meio nervoso, Tom tirou sua camisa rasgada e colocou a camisa perfumada e limpinha do filho do rei.

E fez o mesmo com as calas e os calados. Quando acabaram a troca, ficaram um ao lado do outro, em frente a um gran Voc praticamente idntico a mim! Que coisa incrvel! Ainda bem que sua Alteza percebeu isso tambm, porque eu estava achando que era um DELRIO da minha imaginao e fiquei com medo de comentar antes. No delrio no, Tom! Somos quase iguais e, agora que estou vestido como voc, sinto ainda mais vergonha pela atitude que meus guardas tiveram. Tive uma idia, espere aqui.

L gritou para que os portes fossem abertos. O soldado que havia sido repreendido pelo prncipe atendeu as ordens do falso mendigo e, quando este se encontrava do lado de fora do palcio, aproveitou para darlhe um forte tapa na orelha. O ouvido de Eduardo zuniu enquanto ele caa na calada. Esse golpe para voc aprender a no vir mais aqui, mendigo.

De nada adiantou Eduardo gritar com o sdito, dizendo que mandaria enforc-lo por ter agredido a sagrada pessoa do prncipe. Os guardas comearam a rir daquele mendigo que se dizia prncipe. Atrados pela algazarra, pessoas do povo que passavam por ali tambm comearam a rir de Eduardo e, quanto mais ele gritava e tentava explicar que era o filho do rei, mais as pessoas riam dele e faziam piadas e o chamavam de mendigo real.

Vestido de mendigo, o verdadeiro prncipe no teve outra alternativa a no ser fugir. Enquanto isso, no castelo, Tom, maravilhado com as roupas, andava pelo quarto examinando seus mveis de mogno e sua decorao impecvel.

Sobre uma cmoda encontrou um grande exrcito de soldadinhos de chumbo e Coleo Aventuras Grandiosas por alguns minutos ficou brincando com eles. Depois lhe ocorreu que Eduardo poderia voltar a qualquer momento, por isso reorganizou os brinquedos e foi at a janela do quarto, mas no havia sinal do prncipe l embaixo.

Tom estranhava a demora de seu novo amigo, e a espera, naquele quarto cheio de tapetes, foi lhe deixando sonolento. Apavorado, o filho do rei correu at que se sentisse seguro. Quando j estava cansado, parou. Era uma rua suja. Sentou-se na calada e pensou no que fazer.

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Resenhas - O Príncipe e o Mendigo

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